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O pão num supermercado da Nova Zelândia. A subida do preço da energia vai afectar as redes de abastecimento - foto do New York Times
03 DE AGOSTO DE 2008, DOMINGO
FONTE: New York Times
POR: por LARRY ROHTER
Custos do Transporte Marítimo Desaceleram a Globalização
Evitar os terríveis custos do transporte parece estar a forçar decisões nos operadores económicos no sentido de "relocalizar" a actividade económica, um movimento inverso da "deslocalização" que tem caracterizado a globalização (lead de comunistas.info)
Quando a Tesla Motors, uma companhia pioneira em automóveis movidos a electricidade, desenvolveu um carro de luxo para o Mercado Americano, pensava em termos de uma cadeia de fornecimentos global. A Tesla planeou fabricar as baterias de 500 kg na Tailândia, embarcá-las para Inglaterra para aí serem instaladas, e trazer depois os automóveis quase montados para os EUA.

Mas quando começou a produção esta primavera, a companhia decidiu fabricar as baterias e montar os carros ao pé de casa na Califórnia, cortando na factura de mais de 8000 km de transporte marítimo para cada veículo.

“Foi uma decisão intuitiva para nós,” disse Darryl Siry, o vice-presidente da companhia encarregue das vendas globais, do marketing e serviços. “Uma das principais razões foi a de evitar os custos do transporte, que são terríveis.”

A economia mundial tornou-se tão integrada que os clients encontram hoje relativamente poucas T-shirts e sneakers no Wal-Mart e no Target que exibam a etiqueta “Made in the U.S.A.”. Mas a globalização pode perder alguma da sua inexorável potência económica que a caracterizou no ultimo quarto de século, ao mesmo tempo que se confronta com desafios renovados ao nível da ideologia política.
Petróleo barato, o garante de ligações de transporte de baixo custo através do mundo inteiro, pode não voltar tão cedo, perturbando a lógica das redes de abastecimento globais que têm tratado a geografia como mera alínea de rodapé na busca de encargos mais baixos. A preocupação crescente com o aquecimento global, a reacção contra a perda de postos de trabalho nos países ricos, as preocupações com as condições sanitárias e segurança alimentares, e o colapso das negociações na Organização Mundial do Comércio em Genebra na semana passada assinalam também que as preocupações ambientais e políticas tornam os cálculos da globalização muito mais complexos. Leia aqui em inglês o resto do artigo do New York Times


 

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