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- foto da Reuters
16 DE FEVEREIRO DE 2008, SÁBADO
POR: Elena Mora, Secretária da Organização Nacional do Partido Comunista dos Estados Unidos,Publicado em 06/02/08
Eleições de 2008
A Super Terça-Feira Americana: O que é que mais interessa!
Barak Obama e Hillary Clinton estão a virar a América do avesso num frenesim de mobilização a favor de mundanças sensíveis no bolorento Status Quo do que afinal ainda achamos ser o "novo mundo". A camarada Elena Mora chama contudo à atenção de que este grande fenómeno que está a fazer História, não é apenas uma espécie de desfile de desejos de antigas minorias ou sectores secundarizados da sociedade ávidos de redenção, dos negros ou das mulheres. É um combate para derrotar o "bushismo" e alcançar uma mudança sensível, no plano social, económico e na Paz no Mundo.
Muitos têm dito e dirão o seguinte: está-se a fazer história nesta batalha eleitoral de 2008. Porém, esta afirmação não torna menos verdadeiro o que se estão a passar.

A primeira coisa a dizer é a tremenda excitação e engajamento das pessoas nesta eleição. A participação está a bater recordes. As pessoas foram votar nas primárias quase como se estivessem a votar na eleição geral. E fazem-no não só dentro da lealdade partidária ou por sentido do dever, mas porque elas querem faze-lo, estão entusiasmadas, e querem fazer com que a sua opinião seja parte do que está a acontecer.

Todo o mundo sabe que o povo americano está a surgir em grande número motivado pelo seu desejo a favor de uma grande mudança, para tirar o país das políticas e da mentalidade da administração Bush, e os candidatos que estão a dar substância a esse desejo são uma mulher e um afro-americano.

Foi feita história na Carolina do Sul onde 50% dos eleitores democratas brancos com menos de 30 anos deram o seu voto a Obama, e novamente na super terça-feira quando 43 % de todos os eleitores brancos fizeram-no no plano nacional. A História está também a ser feita pelas mulheres que se mobilizam em grandes números pela oportunidade de votarem para a primeira mulher presidente. A História está a ser feita pelos milhões de eleitores brancos, e votantes homens, e votantes jovens, que desafiam a prudência convencional para votarem com entusiasmo, por Clinton ou Obama.

Os Republicanos
A história também se faz no marcante contraste entre os Democratas e os Republicanos. As escolhas do Partido Republicano na Super Terça-feira foram o John “nós podermos continuar no Iraque por mais 100 anos” McCain, o Mike “substituamos a Constituição pela Bíblia” Huckabee, e por Mitt “eu concorro no país porque tenho um negócio para gerir” Romney. E eles estão a competir sobre qual deles sera o mais conservador, e o que é mais a favor da guerra.

Parece que McCain será o nomeado, o que significa que que é ainda mais importante concentrar a nossa atençao no seu currículo e credenciais para a agenda da direita, não obstante a tentativa pelos jornais das grandes companhias o retratarem como uma espécie de moderado. Expor esse currículo constituí tarefa a priorizar na agenda do movimento.


Sobre o voto Latino:
O maior e mais importante desenvolvimento é que o Partido Republicano, que há anos atrás reclamava estar a ganhar apoio entre os Latinos perdeu esse ensejo, e de forma acelarada. Assim, o apoio entre os Latinos para Clinton é uma boa coisa. Rejeitamos ao mesmo tempo a noção de que Obama não possa ganhar o voto Latino, como se mostrou aliás no Estado do Illinois, onde ele ganhou a maioria, o Arizona, onde ele ganhou 44%, e noutros lugares onde a tendência se orientou para ele à medida que esta comunidade se familiariza com ele.


A linha simplista dos Média dominantes
A tentativa de explicar os resultados reduzindo-os a uma questão de raça ou género de maneira muito simplista presta um péssimo serviço ao povo americano desde logo, e aos candidatos também.

Com certeza que as mulheres querem votar pela primeira mulher presidente. Da mesma forma, os Afro- Americanos estão entusiasmados pela possibilidade de eleger o primeiro presidente Negro – mas muitos Brancos estão igualmente entusiasmados com isso também. Os votantes jovens estão mobilizados pela mudança de “status quo” que ambos os candidatos representam.

Mas Clinton ganha também apoios pelo seu curriculo, especialmente nas questões femininas, incluindo as económicas, as crianças, as famílias, e porque ela foi uma crítica frontal da direita em muitos aspectos, incluindo os económicos. E Obama ganha apoio porque ele opôs-se à Guerra no Iraque desde o início. E porque ele convoca as pessoas a acreditar numa saída melhor, num país melhor, nos nossos melhores “anjos”.

Para muitos eleitores, a grande questão é saber quem vai derrotar o candidato Republicano? O que não deixa de ser uma razão importante para uma escolha.

Conclusões
O que é tão galvanizador nesta eleição é que milhões de pessoas estão motivadas para participar em número recorde não apenas pela raça ou génro do candidato, e não apenas pelas particularidades do seu programa, mas pelo seu desejo de progresso para o nosso país, pela mudança, e para pôr termo ao domínio da ala direita Republicana, pela unidade.

O ultimo ponto que deve ser assinalado decorre do anterior: todo este movimento, e entusiasmo, e envolvimento deve dar-nos a confiança de que logo que haja um nomeado, aqueles mesmos desejos, para terminar com os anos de Bush, pela unidade, pela mudança, e a noção de que as aspirações e opiniões populares são a base para para alcançar esses resultados, formatarão a candidatura e tornarão possível vencer em grande em Novembro.


 

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