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06 DE MAIO DE 2007, DOMINGO
FONTE: Vermelho
Após 5 dias, greve geral de mineiros arranca concessões no Peru
"A mina Shougang Hierro Peru, uma mina de ferro de capital chinês. As negociações ali prosseguiram no sábado (5), mediadas pelo governo, enquanto a greve entrou em seu 20º dia."
6 DE MAIO DE 2007 - 00h48

Após 5 dias, greve geral de mineiros arranca concessões no Peru


Os mineiros do Peru suspenderam nesta sexta-feira (4), depois de cinco dias, sua greve nacional por tempo indeterminado. A greve, notável por sua abrangência e duração, em tempos difíceis para a luta dos trabalhadores, obteve oito acordos com avanços parciais dos mineiros. Mas em muitas grandes minas os operários acharam o acordo insatisfatório e manifestavam que continuariam o movimento.


Passeata de grevistas diante do ministério, em Lima Luis Castillo, da Federação Nacional de Mineiros, Metalúrgicos e Siderúrgicos, anunciou o acordo ao sair de uma reunião com a ministra do Trabalho, Suzana Pinilla. Os pontos da pauta são típicos da fase pós-globalização das relações trabalhistas.
Principal problema: terceirização
Ficou acertado um projeto conjunto de legislação para "normalizar a terceirização". Serão revistas as jornadas de trabalho "atípicas", que superam oito horas diárias. Uma comissão tripartite com participação da Federação irá revisar também o sistema previdenciário dos trabalhadores. A ministra prometeu que não haverá punições nas minas.
Foi dado um prazo de 60 dias para implementar os acordos. Do contrário, a greve será retomada.
Onde a greve continua
No entanto, o sindicalista Castillo acrescentou na coletiva de imprensa que, "devido à distante localização das minas, os operários terão até segunda-feira para retomar o o trabalho". Ocorre que em muitos grandes locais de trabalho a paralisação continua.
Era o que ocorria neste sábado em Buenaventura, a maior mineradora de metais preciosos do Peru, em sua grande mina de prata, Uchucchacua. Os mineiros da Uchucchacua transmitiram á agência Reuters que permaneceriam em greve.
A mina Shougang Hierro Peru, uma mina de ferro de capital chinês. As negociações ali prosseguiram no sábado (5), mediadas pelo governo, enquanto a greve entrou em seu 20º dia.
Já os operários da maior mina de ouro da América Latina, a Yanacocha, disseram á Reuters que as negociações fracassaram e que iriam iniciar outra greve por conta própria, no dia 14 ou no 15. A unidade pertence à empresa estadunidense Newmont Mining Corp.


Onda nacional de protestos trabalhistas


O movimento nacional começou na segunda-feira passada, véspera do 1º de Maio. Tendo à frente a Federação, que filia 74 sindicatos e 22 mil trabalhadores, teve a adesão de 27 mil grevistas, em uma categoria que totaliza 120 mil.


Dois terços da categoria são trabalhadores terceirizados: trabalham em jornadas de 12 horas diárias e ganham o equivalente a R$ 17,70 por dia trabalhado.


A paralisação em um país exportador de minérios (65% do valor das exportações peruanas) chegou a provocar altas de produtos como o cobre, a prata e o zinco nos mercados internacionais. Isso forçou o patronato e o governo a fazerem conseções.



O peru vive uma onda de protestos trabalhistas, que se estende também a cocaleiros do planalto central, canavieiros e plantadores de arroz do norte do país. Setores da elite acusam o ex-candidato presidencial antiimperialista, Ollanta Umala, de estimular os movimentos.


Da redação, com agências


 

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