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27 DE SETEMBRO DE 2019, SEXTA FEIRA
FONTE: RC
Posição da Renovação Comunista
Votar à esquerda nas Eleições de 6 de Outubro de 2019
A convergência entre o centro-esquerda e a esquerda, acontecida em 2015, foi a mais auspiciosa viragem na vida nacional em muitos anos.
Foi a resposta aos atos dos interesses dominantes que tudo fizeram para escapar à ruína própria, na crise de 2008, lançando o ónus de ressarcir as suas colossais perdas sobre os contribuintes e os povos.

No preciso momento em que Cavaco Silva e Passos Coelho se preparavam para continuar e aprofundar a política de catástrofe financeira e social, a esquerda e o PS interpretaram corretamente o alarme social então gerado e viabilizaram um governo de convergência travando, no limite, o declínio económico do país.

O novo governo demonstrou, inclusive à U E, o valor de aumentar a procura interna por via da reposição de rendimentos para estimular a economia.

A nova maioria deu sobretudo estabilidade ao país e permitiu que os cidadãos olhassem o futuro com visão mais positiva.

É de realçar que, depois de anos de congelação, frutificaram debates relevantes como há muito se não via, com centralidade no parlamento, fazendo assim frutificar a arquitetura constitucional da democracia portuguesa.

Quatro anos depois, quatro orçamentos depois de plena estabilidade governativa, desenvolveram-se as pontes entre centro-esquerda e esquerda, e conseguiram-se acordos, difíceis, e também se mantiveram desacordos, sem comprometer nunca o perímetro maioritário das esquerdas.

Este é um princípio indispensável para o país enfrentar as tarefas do desenvolvimento e da solidariedade, num ambiente de união, democracia reforçada e de mobilização nacional. Mesmo quando os desacordos subsistem, se se mantiver um ambiente de convergência à esquerda, a pratica não deixará de projetar esta maioria como espaço de criação política capaz de romper pontos de vista cristalizados e alargar apoios pela abertura de caminhos novos.

À entrada de mais uma campanha eleitoral, importa reconhecer que o sucesso destes 4 anos, teve a contribuição de todas as forças envolvidas

O mérito do PS e dos partidos à sua esquerda esteve também na forma como souberam, em cada momento, valorizar o essencial e adiar para momento mais oportuno o que comprometia a convergência. É o caso em concreto das relações com a União Europeia e a questão da dívida e dos compromissos financeiros do país.

Para a Renovação Comunista, é desejável que as próximas eleições reproduzam a atual maioria, com todos os seus componentes, porque foi nesta sua diversidade que concretizou com assinável brilho o mandato que agora termina.

Uma maioria renovada, sem exclusões, e com sentido da busca da convergência, é necessária para responder é necessária para responder à questão de uma nova política educativa que combata o abandono e o insucesso escolares, forme mais e melhores professores, aumente o acesso ao ensino superior e cuide da educação de adultos. É indispensável para uma política de saúde que promova o acesso de todos a cuidados de qualidade, reduza o fardo da doença e responda às necessidades de investimento. Sem convergência à esquerda, mas também sem pluralidade, não será possível aplicar políticas públicas de apoio aos idosos, nem será possível dar resposta a uma nova política de mobilidade e transporte ou, ainda, responder aos sérios problemas de acesso à habitação nos principais centros urbanos.

Para a Renovação Comunista, importa que a maioria à esquerda que sairá das eleições de 6 de Outubro permita a continuação de uma responsabilidade partilhada, em que PCP e BE aumentem a sua votação e lhes permitam influenciar a governação.

É com o centro-esquerda, mas também com a esquerda, é com todos que o país pode avançar e cumprir as esperanças de melhoria económica e coesão social.



 

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