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05 DE AGOSTO DE 2017, SÁBADO
FONTE: RC
POR: Carlos Brito
Saudação ao Jantar de 3 de agosto de 2017 da Renovação Comunista
O Presidente do Conselho Nacional da Renovação Comunista enviou a sua saudação ao convívio de verão da Renovação Comunista que aconteceu no dia 3 de Agosto, em Lisboa
Saudação ao Jantar de 3 de agosto de 2017
da Renovação Comunista

Camaradas

Não podendo estar presente por razões familiares e de saúde, venho abraçar-vos a todos e desejar-vos um bom jantar, um óptimo convívio e uma excelente troca de opiniões políticas.

Fico feliz com a decisão da Direcção de chamar a si a organização do «Jantar de Agosto da Renovação» e sugiro que, com esta designação, fique institucionalizado como uma das actividades anuais da nossa Associação, independentemente do local onde se realize.

O meu aplauso ao destaque que se propõem dar ao centenário da Revolução de Outubro e ao processo que a antecedeu. Por esta altura do ano, em 1917, os bolcheviques estavam a sair de um período de grande repressão e realizavam o VI Congresso do Partido, famoso pela adesão do grupo de Trotski. Na mesma linha, proponho que façamos um novo jantar da Renovação, ainda mais alargado, nos dias 7 ou 8 de Novembro para celebrar os dias gloriosas da vitória. Seria também uma boa ocasião para reafirmarmos o nosso projecto alternativo sobre o comunismo para Portugal.

Em relação ao processo político interno, é evidente que a «Geringonça» se debate num dos momentos mais difíceis da sua existência, provocado não tanto pela oposição provocatória e chicaneira da direita, mas pelas suas próprias insuficiências e contradições. Um mar de processos de reivindicação e contestação cerca o Governo de todos os lados, nesta altura.

A Renovação desempenha, com boa orientação, um papel forte num deles – na saúde. Há outros que não escondem a intenção de pôrem causa a continuidade do Governo. É difícil avaliar até que ponto esta vasta movimentação, que se vai interinfluenciando, terá repercussão em termos parlamentares, sobretudo no debate orçamental. Para mim é claro que, com todas as suas insuficiências e erros básicos de orientação e perspectiva, não existe de momento qualquer outra alternativa melhor do que a presente solução política para o governo do país. A sua queda, a acontecer por erros de cálculo, levar-nos-ia aos piores dias do Passos Coelho.

Todo o processo político interno está a ser influenciado pela eleições autárquicas e as táticas eleitorais. No que respeita a alianças, entendimentos, candidaturas e listas os dados estão lançados e poucas alterações serão ainda possíveis.

Julgo, no entanto, que a Renovação não deverá alhear-se do seu importantíssimo alcance na arrumação e correlação de forças, fazendo o seu acompanhamento e trazendo a público as suas apreciações e juizos políticos.

Tais são, camaradas, as poucas palavras que, estando ausente com desgosto, faço gosto de vos dizer com fraternal amizade e um

Viva a Renovação Comunista!





 

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