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19 DE OUTUBRO DE 2017, QUINTA FEIRA
FONTE: RC
Celebração
Outubro no século XXI
Casa da Imprensa, no dia 10 de Novembro, às 18h30
Depois da Grande Revolução, o debate na esquerda sobre revolução, transformação, reforma e socialismo, tem permanecido substancialmente congelado. A melhor forma de honrar "os 10 dias que abalaram o mundo" é regressar à prospecção sobre o futuro. A Renovação Comunista promove a celebração do grande acontecimento e aproveita para evocar a figura de Álvaro Cunhal no dia do 104º aniversário do seu nascimento.
100 anos são passados do Grande Outubro e a vontade de pôr cobro à iniquidade continua, e ainda está mais forte!

Tão difusa é a barbárie que os temerosos profetizam o apocalipse, e só a ele conseguem vislumbrar. E sobre ele fazem fantásticas conjeturas, pois remédio não teriam as incontroláveis “forças de mercado”.

Foi na saga das mulheres de Vyborg em Petrogrado nos preliminares, a 8 de MARÇO de 1917, que a ignição revolucionária primeiro fez cair a autocracia czarista. Na esteira do seu exemplo, progrediram os guardas vermelhos meses depois na Nevsky Prospect, a 7 de NOVEMBRO de 1917, em direção ao Palácio de Inverno onde se acantonava a velha ordem. E, aí mesmo, lhe puseram fim.

Iniciaram o sonho de um mundo novo, a sério, com o propósito de pôr cobro ao apocalipse da Iª Guerra Mundial e à servidão de milhões de camponeses nos vastos campos da Rússia.

Depois de assaltar o “Céu” na Comuna de Paris, em 1871, depois do assalto ao Palácio de Inverno, em Petrogrado, em 1917, continua sem cumprir o desígnio de assaltar os grandes centros do capitalismo. Ainda falta superar a exploração e a miséria nas sete partidas do mundo, socializar o controle da riqueza produzida e alcançar a democracia real, possível apenas com a liberdade de cada um como condição para a liberdade de todos, numa INTERNACIONAL sem muros e sem segmentações étnicas ou nacionais.

É verdade que dar corpo ao projeto transformador gera discussão, divide-nos, e faz a uns acreditar mais neste ou naquele caminho.

Em OUTRUBRO, alguns que ficaram de fora do empreendimento, os do campo menchevique, avisaram sobre os limites daquilo que os visionários queriam construir.

Martov, aquele que Lenine lamentou não “estar connosco”, naqueles dias, deu voz ao ceticismo de que havia riscos para o que se ensaiava, e que a criatividade não poderia e não conseguiria sustentar-se mais do que a fragilidade de um instante. E realmente não se sustentou iludida numa recuperação nacionalista e estatista com que Estaline traiu o sonho que antes tinha feito abalar o mundo.

Martov, opôs-se ao partido de funcionários e militantes defendido por Lenine a favor de um partido com fronteiras imprecisas, não profissionalizado, talvez menos adequado para enfrentar a Okhrana, a temível polícia do Czar. E favorecia um caminho evolucionista na economia, algo que afinal os bolcheviques acabaram por acolher no Xº Congresso do Partido Comunista (bolchevique) em 1921, com a Novaya Ekonomika, decisiva para salvar a revolução dos perigos em que se encontrava e dar sustento à Smyshka, a política da “foice e do martelo”, segurando o apoio de milhões de camponeses. Mencheviques, e não só, revolucionários da têmpera de Rosa de Luxemburgo, não deixaram de criticar aos bolcheviques a sua menor atenção à instituição dos órgãos da democracia, e de se preocuparem apenas com as táticas de tomada do poder, o que poderá ter facilitado as derivas posteriores. Ao contrário, foi a convergência, em Portugal, de comunistas e socialistas, que tornou possível o sucesso não só no derrube do fascismo, mas igualmente na instituição da liberdade, com a Constituição de Abril, o grande consenso básico, abrangente, na nossa sociedade. Ao contrário de outros processos, a Revolução Portuguesa superou com brilho os dois componentes essenciais na criação de um país novo.

O pior não são as discordâncias, porém. Elas são naturais e mesmo importantes no avanço do pensamento. O pior das divisões é quando se interrompe com elas, e que se interromperam desde a Revolução de Outubro, debate e busca de soluções para a junção de forças. A política de costas voltadas, apenas atrasa a alternativa e acaba por facilitar o caminho do apocalipse que queremos evitar e superar. É por isso imperioso discutir tudo, todos os caminhos possíveis para a nova arrancada, pois, só assim será possível alcançar o socialismo, em fidelidade ao espírito do Grande Outubro e preparar a conquista do século XXI.

Viva a Revolução de Outubro!


 
Revolução de Outubro
Enviado por Democrata, em 21-10-2017 às 22:47:43
Não se esqueçam de invocar a figura de Pável (Francisco de Paula Oliveira), dirigente do Partido Comunista Português (PCP).

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