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18 DE FEVEREIRO DE 2013, SEGUNDA FEIRA
Entrevista de Carlos Brito ao i
Estranha mistura: Afirma que é preciso mais ideologia na política ao mesmo tempo que reivindica mais pragmatismo à esquerda. É um homem que respira política. Aquilo que acontece hoje interessa-lhe. Acha que é possível mudar Portugal neste tempo. Mas foi forjado numa outra época, num tempo duro e cinzento em que só gente de coragem conseguia resistir à ditadura. Fez 80 anos. Já não é do PCP, mas a sua vida não faz sentido sem a militância.
Hoje, com 80 anos, caracterizar-se-ia, do ponto vista político, como quê?

Como um comunista que não está a militar no PCP. Tem uma actividade intensa, milita por fora, e faz parte de uma associação que se chama: Associação Política Renovação Comunista.

As ideias e convicções que tem hoje são as mesmas que tinha na sua juventude?

Claro que não. Aderi ao comunismo e ao PCP com ideias muito vagas, como acontece à maior parte das pessoas. Ao longo de muitos anos de militância, de conhecimento da realidade, de estudo do marxismo, do trabalho e reflexão no Partido Comunista Português, e do conhecimento da vida de outros partidos, fui modificando a minha visão do socialismo e do comunismo: hoje posso dizer que sou um comunista, mas que em muitos aspectos me distingo das orientações e posição defendidas pelo PCP.

O que de comum tem o nome de comunista e o que o distingue das posições do PCP?

Eu fui suspenso da direcção do PCP durante dez meses e, depois desse tempo, dei mais dois meses de avanço em que não me foi dito nada. Nessa altura resolvi dizer ao PCP que a partir daí era eu que me auto--suspendia do partido por minha livre iniciativa.

Mas isso é o aspecto formal da separação. E as divergências reais?

Formal, mas pesa. Sou marxista, mas não sou marxista-leninista, o facto de ser marxista dá-me o direito de me intitular como comunista. Em segundo lugar, há um conjunto de questões em que eu divirjo do PCP, entre as quais essa da necessidade do abandono do marxismo-leninismo, esta postura mais geral tem obviamente implicações a nível político. Já em relação às questões de democracia interna, defendo o abandono do centralismo democrático e o regresso ao processo democrático puro e simples. Podia dar vários outros exemplos, a posição em relação à União Soviética e aos regimes que vigoraram em vários países do Leste da Europa, a minha posição é que nos devemos distanciar criticamente daquilo que ali aconteceu, o que não significa que não as devemos ter em conta. Outro aspecto, no que toca a relações com os outros partidos de esquerda: eu defendo um diálogo intenso com outras formações de esquerda, procurando plataformas de entendimento e temas em que é possível convergir.
Na altura, com o João Amaral e o Edgar Correia, definimos oito pontos que caracterizavam o pensamento renovador que estão expressas no manifesto da Renovação Comunista.

Não percebi se o abandono do marxismo-leninismo significa deixar Lénine...

A nossa formulação, a da Renovação, é o abandono do marxismo-leninismo, mas não de Lénine que continua a ser para nós um pilar de referência no pensamento comunista.

Mas esses oito pontos de diferença não estiveram sempre na sua cabeça? Quando é que o Carlos Brito sente que já não se identificava com o PCP?

Não me têm feito esta pergunta, deixe-_-me lá fixar no tempo. Eu no XII congresso já tinha muitas reservas em relação a algumas destas questões. Fiquei muito insatisfeito porque considerava que era possível ter evitado a saída de muita gente. Repare que o Cunhal ainda faz um esforço para tentar manter essas pessoas no partido. É este o congresso que faz a renovação do programa do partido e que tem na comissão de redacção desse documento o Barros Moura e o Luís Sá, que ainda estava nessa altura dentro da linha oficial. Esse esforço é contrariado pela elaboração dos estatutos. É uma contradição grande, o programa é feito para a abertura, pela primeira vez deixa de se reclamar, por exemplo, a saída da CEE. Nessa altura assume-se a necessidade de lutar dentro das instituições europeias para contrariar os aspectos mais nocivos do processo de adesão....

Não acha que para essa ruptura contribuíram dois lados?

Penso que tinha sido possível evitar na altura esse desfecho, naturalmente que as pessoas tinham as opiniões que tinham, mas não estavam ainda numa posição de ruptura. A minha insatisfação com as respostas do partido foi não se ter feito tudo nesse sentido.

A sua posição não era desconfortável até pelas medidas disciplinares que foram, na altura, tomadas contra a Zita Seabra, que tinha sido sua mulher? Isso não torna o momento para si particularmente penoso?

São coisas distintas que dão um real incómodo, mas que não determinam o meu pensamento. Tenho um poema publicado dedicado ao Luís Sá, houve um momento em que vivíamos muito perto e encontrávamo-nos muito, nós e as respectivas mulheres, e os versos dizem mais ou menos isto: “As dúvidas todas na balança, ponho as certezas no outro lado, fico aguardando resultado, mas à cautela junto-lhe a esperança”. É nessa altura que eu escrevo o poema que traduz já um estado de dúvida que não tem que ver com a situação da Zita. Para mim é diferente a amizade e as nossas filhas da questão política. Eu nessa altura era muito contrário à dissidência, tinha a convicção que na direcção do partido se tinha encontrado uma renovação que era favorável a transformações gerais na orientação do partido, como depois se veio a confirmar com a aprovação do Novo Impulso. E discordava com a posição da Zita que já estava em ruptura. Todas as posições de dissidência me pareciam não levar em linha de conta estas transformações. É preciso relembrar que o Novo Impulso que corporiza esta renovação é aprovado anos mais tarde pelo Comité Central.

Uma das críticas que a direcção do PCP faz às pessoas que romperam com este partido é que a evolução daqueles que saem do partido vem justificar a posteriori o carácter duvidoso das suas propostas. Grande parte daqueles que saíram do PCP teriam tido, por exemplo, uma deriva enorme para a direita...

Já reparou que isso não acontece com aquilo que ficou conhecido com o movimento renovador? O único membro destacado da Renovação Comunista que teve uma evolução para outro partido foi o João Semedo, que não está actualmente na Renovação, e não foi para a direita como o PCP apontava. Nós somos comunistas e mantivemo-nos comunistas.

Mas não estão muito próximos do PS? Ao considerarem que o traço distintivo da actual situação não é o apoio ao programa da troika mas o apoio ao governo, não vos cola ao PS?

Devemos é ver que a crescente radicalização do PS em relação a aspectos fundamentais do Memorando da troika atenua a assinatura no acto do Memorando por uma direcção do Partido Socialista que não é a actual. A actual, embora não pondo em causa a assinatura, na prática opõe--se a várias questões fundamentais do Memorando, incluindo esta reforma do Estado. Pela primeira vez não se constitui uma comissão parlamentar devido à recusa conjunta do PS, PCP e Bloco de Esquerda. É a primeira vez que isto acontece. Em termos institucionais isso não é pouco importante.

Mas também não é pouco importante que o PS não tenha renegado este Memorando? Um documento que nos obriga a ter nos próximos 20 anos superavits orçamentais, depois de pagos os juros financeiros da dívida externa, da ordem dos 5 mil milhões de euros... Não lhe parece que tornam impossível qualquer política que não seja a chamada reforma ou liquidação do Estado social...

Está bem, mas é preciso sublinhar isso mesmo. O PS ao não alinhar com a reforma do Estado está na prática a opor-se ao Memorando tal como o conhecemos.

Acha que é então possível colocar o PS como oposicionista ao Memorando?

Eu penso que, independentemente da nossa opinião, é isso que está a acontecer. O PS tem vindo a distanciar-se progressivamente das medidas das troika, há muito tempo que reclama uma alteração do cumprimento do acordo, a dilatação dos seus prazos e no sentido de baixar nos juros. Não se pode dizer que o PS está com um pé na oposição e outro no Memorando. Esta evolução progressiva do PS prova que isso não é totalmente verdade.

O PS é hoje oposição, mas há 30 anos que alterna no poder com o PSD e as grandes linhas da política económica e da integração europeia que nos trouxeram até aqui foram compartilhadas pelos dois partidos, seja o euro, as parcerias público-privadas ou as sucessivas privatizações.

Sim, mas apesar disso, várias vezes, por exemplo, o PCP tentou entendimentos com o PS e algumas vezes, particularmente durante o governo de António Guterres, houve algumas tentativas de entendimento por parte dos socialistas com o PCP. O que eu defendo não é que passemos a dizer: “excelente PS, viva o PS”, não. O que eu digo é que no interesse do povo português é necessário procurar entendimentos com o PS para uma plataforma política sobre aquilo que se deve fazer. Fazer entendimentos com outras forças do campo da esquerda não implica um aplauso às suas orientações gerais, nem esquecer a sua história. Implica que nós entendemos que é importantíssimo para o país impedir a permanência deste governo que pode levar a democracia portuguesa a um estado de tal descaracterização que torne muito difícil a sua recuperação. É isso que eu defendo: um entendimento que salve o povo português e a democracia portuguesa desta austeridade esmagadora.

Mas esta política de austeridade não é inerente à Europa tal como ela existe?

Eu também não me proponho gritar “viva a Europa como ela está” e “viva o Tratado de Maastricht”, não é isso. Agora, enquanto estivermos nesta Europa, creio que temos de atenuar os efeitos das políticas que lá vigoram. Políticas que em alguns casos têm diminuído o papel e a intervenção dos povos. A situação da Europa não pode impedir que procuremos soluções em Portugal. Sou comunista e à distância é óbvio que não é esta a situação que eu quero, mas tenho de compreender que o povo português me exige, enquanto político que está a viver uma situação em que as pessoas sofrem, que dê algum contributo para a resolução dos seus problemas concretos, no sentido de encontrar saídas no presente. Não podemos dizer às pessoas: “Tenham paciência que havemos de ter um futuro melhor, quando passarem muitos anos”. Não podemos dar esta resposta. Compreendo perfeitamente que haja filósofos que tenham essa posição e que dêem estas mensagens, mas não pode ser um político que quer intervir na realidade.

Mas não acha que o problema da política é exactamente este: ter prescindido da filosofia e ficar no possível e nunca sonhar com o impossível?

Sim, isso hoje é muito real, há muito pouca ideologia na política. Há pouco esforço de tentar analisar a nossa própria experiência. Eu tenho tentado fazer alguma coisa, a partir da minha própria experiência retirar ensinamentos acerca daquilo que se passou. Não há muito quem o faça, nem parece ser uma grande preocupação.

A Renovação Comunista nunca foi a votos, nas últimas eleições o Carlos Brito votou em quem?

O voto é secreto. Mas não sou equidistante. Defendo a convergência e a unidade da acção das forças de esquerda mas não sou equidistante. Nas legislativas tenho decidido por razões políticas.

Mas vota PS, Bloco ou PCP?

Naturalmente voto PCP. Não sou equidistante, há questões que me interessam e animam, sou assinante e leitor escrupuloso do “Avante!”, e continuo a ter em consideração as orientações do PCP, algumas das quais concordo e outras com que discordo.

O que é que afasta o Carlos Brito do PS ou do Bloco?

Sou marxista.

No Bloco não são marxistas?

Não sei, pelo menos não têm a preocupação de se afirmar como tal. Isso para mim é a matriz essencial. Eu mesmo quando não quero sou marxista (risos). E sou-o naturalmente, são muitos anos.

Assinalam-se em 2013 os 100 anos do nascimento de Álvaro Cunhal, como é que o vê?

Escrevi um livro só sobre ele. Procurei traçar-lhe um retrato fiel, aliás, digo no prefácio que esperei cinco anos depois da sua morte para o publicar, para ter tempo de curar todas as feridas que a disputa política no PCP pudesse ter deixado, para poder ser justo em toda a avaliação que fiz.
Acho que é uma figura dominante no século XX português, com uma enorme influência no movimento comunista internacional. Era um homem de qualidades invulgares com uma grande inteligência, cultura e preparação política. E um dirigente político com métodos sempre respeitáveis que não eram antidemocráticos. Eu tive a preocupação de contar como funcionava a direcção sob a liderança de Álvaro Cunhal. Também era um homem marcado durante a sua formação, forjado durante os anos 30 pelo tipo de preocupações dessa época. Nunca foi um estalinista, mas era influenciado pelo quadro geral em que viviam os partidos comunistas. A vida nos partidos era muito marcada pelos secretariados e pela autoridade dos secretários-gerais, que eram pessoas com determinadas características. No caso de Álvaro Cunhal, quando formava uma ideia era muito difícil arrancar essa imagem metida na sua cabeça. Muitas vezes pessoalizava muito, o que criava dificuldades: bastava ouvir a menção a Mário Soares que ele ficava um bocadinho crispado. Santiago Carrilho era outro caso, o próprio Melo Antunes, embora em relação a este ele tenha mudado de opinião. Apesar dessas características ele sempre recusou o culto da personalidade. Era também um homem que se sentia sempre em representação do partido. E isso moldava muitas das suas relações e agravava a severidade consigo próprio.

Mas não se conseguia distinguir a pessoa para além do militante?

Era difícil, porque ele sentia-se sempre na obrigação de estar em permanente representação do partido, como se os seus actos não pudessem ser pessoais. Eu conto isto, ele não ia à apresentação dos livros dos camaradas, porque receava que isso parecesse que o secretário-geral tinha feito uma distinção daquele livro de um camarada em relação aos outros.

Um dos aspectos curiosos de Álvaro Cunhal foi a persistente recusa de escrever memórias, ao mesmo tempo em que escrevia romances em que essas memórias tinham livre curso.

Amplas memórias. Ele não assumia publicamente que eram memórias, mas nós sabíamos por conversas com ele que muitos dos episódios tinham sido vividos por ele, como aquelas passadas durante a Guerra Civil espanhola. Creio que está ligado à ideia que ele estava muito despojado da sua pessoa, admitia escrever em romance pedaços do que tinha vivido, mas não o queria ligado a uma experiência pessoal. Conto-lhe um história: quando depois do 25 de Abril ele chegou ao país, houve um conjunto de camaradas mulheres que, ao verem-no, acharam que ele estava muito mal agasalhado e quiseram dar-lhe uma camisola. Ele não aceitou, foi uma decepção para elas. Ele disse que achava bem que oferecessem a roupa ao partido e que o mesmo logo a distribuiria por quem tivesse mais necessidade. Lá deram a camisola ao partido, mas a gente, os outros dirigentes, trocámos-lhe as voltas, dissemos “essa camisola é para o Álvaro” e lá lha entregámos.

Depois de romper com o PCP chegou a voltar a falar com Álvaro Cunhal?

Só por telefone. Ele ligou-me a propósito de um livro e falou-me como se nada tivesse acontecido. Não era o comportamento habitual que ele tinha com pessoas com quem o partido estava de mal, ele costumava ter uma atitude de grande distanciamento. Mas aí, também era uma coisa que lhe interessava, falou-me normalmente: “Tens aí aquele livro....”, como se me tivesse falado de véspera.

Quando é que se recorda de assumir que era comunista?

Naquela época as coisas eram diferentes, foi uma evolução. Eu já era antifascista desde que nasci. O meu pai tinha sido deportado pela ditadura e portanto o ambiente familiar sempre foi no respeito das ideias contra a ditadura. Depois lá tive de andar na Mocidade Portuguesa que era obrigatória, mas sempre a abandalhar, até que encontrei o MUD Juvenil. Quando andava na Veiga Beirão tive um primeiro contacto, mas depois esses amigos tiveram de fugir para o estrangeiro e depois quando cheguei ao Instituto Social fui abordado novamente pela malta do MUD Juvenil e fiquei. Nessa altura o partido não recrutava estudantes, a orientação é que o MUD Juvenil tratava dos estudantes e dos jovens. O partido só tinha pequenas fracções para o movimento estudantil que se organizavam em grupos de três pessoas geralmente. Dentro do MUD Juvenil, além da sua direcção própria, havia essas fracções que conheciam e sustentavam as posições do partido. Quando saí da minha primeira prisão fui abordado pelo José Dias Coelho [militante comunista e escultor que foi assassinado pela PIDE] para entrar para o partido. Então fui para uma das tais fracções com o José Manuel Tengarrinha e com o Rui Oliveira para garantirmos que na direcção universitária de Lisboa do MUD Juvenil a orientação era cumprida. Às vezes davam-se situações um pouco caricatas, o teu pai [Pedro Ramos de Almeida] também esteve numa outra dessas fracções. A certa altura ele era controleiro na comissão central do MUD Juvenil, mas a gente também bebia do fino, acho que ele chegou a fazer parte da fracção da comissão central – o PCP dizia que isso era com o MUD Juvenil, mas tinha aquilo tudo controlado (risos). A certa altura numa reunião com o teu pai, que vinha como controleiro da comissão central com a incumbência de marcar uma reunião, mas nós tínhamos marcada a mudança de uma casa clandestina do partido, então tive de lhe falar à parte, e dizer que não podíamos ir àquela acção porque tínhamos de mudar uma casa clandestina. E lá se adiou a reunião.

Carlos Brito chegou a fugir de uma cadeia

Nós, os funcionários do comité central PCP, quando estávamos presos a primeira coisa que pensávamos era como escapar dali. Era a nossa obrigação de comunistas, mas também sabíamos que no melhor dos casos o que nos esperava eram oito anos de prisão. Ali no Aljube o que aconteceu é que houve uma mudança. E sempre que há mudanças, o bom revolucionário deve aproveitá-las. O Aljube era reservado para o período dos interrogatórios e das torturas, depois os presos iam para Caxias aguardar julgamentos. Naquela altura o forte de Caxias entrou em obras e deu-se uma grande acumulação de presos no Aljube, então a malta do partido, aproveitando essa acumulação de forças, começou a fazer umas lutas. A certa altura pegaram nos funcionários e membros do Comité Central do partido e tiraram-_-nos do contacto com os outros presos e juntaram-nos numa enfermaria desactivada. E ali ficámos oito funcionários do partido. Começámos a espreitar e passado uma semana fizemos o primeiro plano de fuga. Vimos que havia um algeroz, depois começámos a ver informações onde é que aquilo ia dar. A seguir começámos a observar os guardas, se batiam nas grades ou só as iluminavam. Percebemos que só as iluminavam, o que permitia serrá-las se conseguíssemos disfarçá-las. Saltámos do telhado para uma água-furtada que estava a uma certa distância do Aljube e dava para a rua. O problema é que apesar de nos fazermos leves, ao saltar aquilo fazia um barulhão, mas lá nos escapámos. Anos depois encontrei um jovem na Festa do Avante que disse que morava no prédio para o qual saltámos e que tinha alertado o pai que estavam ladrões no telhado. O pai insistia que eram gatos. No dia seguinte, o pai disse-lhe para dizer, caso a polícia os abordasse, que não tinha ouvido nada porque eram presos a fugir, e eram certamente boa gente que devia estar em liberdade.


Entrevista no ionline


 

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